sexta-feira, 29 de julho de 2016

Eu "visto" o meu bebê

Quando eu engravidei, uma das coisas que mais me diziam era sobre a importância de não acostumar o bebê a ficar no colo. Me pentelhavam falando que era um erro deixar ela muito tempo no colo, que eu não ia ter uma vida com os braços livre e sobre como eu deveria deixar ela o maior tempo possível no berço dela (não na cama, no berço). E eu ficava toda "ah, ok. Farei isso. Se acostumar de pequena deve ser fácil". Até parece.


Lyanna já nasceu com vontade de colo. Desde pequenininha ela gostava de ficar aninhada, com a gente andando para todos os lados. E com os probleminhas que tivemos no início, por causa da amamentação, tinha vezes que ela só parava de chorar se estivesse coladinha na gente. E eu acatava a vontade daquele neném fofo. Afinal, eu só queria a minha recém-nascida feliz e faria o que estivesse ao meu alcance para fazer isso acontecer.

Quando recebemos alta e fomos para casa, eu estava decidida de que ia seguir o meu plano inicial e acostumar ela a ficar no berço. Dizia que só iria pegá-la no colo para trocar a fralda, dar banho e amamentar. "Eu vou conseguir", eu pensei. Mas quem disse que é assim fácil?


Foi quando eu decidi, lá pelo terceiro mês, procurar alguma coisa que facilitasse a minha vida no meio daquele vício de colo. Fui procurar por cangurus. Tinha passado a minha vida inteira vendo mães carregando seus nenis naquilo e resolvi que queria aquela coisa prática na minha vida e na da minha gordinha. Pesquisei muito sobre os variados tipos de carregadores e, por sorte, ganhei um super adequado antes que precisasse sair para comprar.

E eu digo "adequado" porque durante as minhas pesquisas eu descobri que a maioria dos carregadores no mercado fazem um certo mal para a coluna e quadris da criança - no caso, aqueles cangurus que deixam as pernas do bebê penduras, o ideal é o neném estar sentado com o peso sobre o bumbum e as pernas flexionadas estilo "rã", com os joelhos levemente acima do bumbum. Nada de bebê pendurado ou virado para frente, logo aprendi. Ou é virado pra mamãe ou nas costas. Ou até de lado. É o certo e mais confortável para todos.


Depois de alguns meses de uso diário, o canguru que tínhamos começou a pesar nos meus ombros e me machucar. Como as alças eram finas e minha Lyanna era gordinha, ele fazia uma pressão desconfortável nos meus ombros e costas, o que me desanimava MUITO na hora de colocar. Foi quando eu resolvi tentar um wrap sling.

O sling foi um dos tipos de carregadores que apareceu durante a minha pesquisa. Eu achei super complicado quando o vi pela primeira vez, com seus cinco metros de tecido para ser enrolado no corpo. Eu sou toda atrapalhada, então fiquei com medo de fazer alguma besteira e machucar minha filha, mas acabei resolvendo dar uma chance. E foi um paraíso. Era confortável, seguro e fácil de colocar - só requeria um pouco de prática. Só depois que descobri os modelos de sling menos pano, como o ring sling, o pouch sling e o mei tai. E vários outros. De várias estampas diferentes. Uma coisa linda de se ver.

Eventualmente, com o crescimento da Lyanna, acabei voltando para o canguru. Pela praticidade e nosso conforto. Todo aquele pano, no Rio de Janeiro, era de matar qualquer um. Acabei optando por uma mochila ergonômica para nós, que distribuía o peso do neném entre os ombros e quadril da mãe, com a alça larga e acolchoada. Nossa primeira mochila não era muito boa, mas eu investi um pouquinho e consegui um Ergobaby para a gente, que é a mochila mais conhecida e uma das mais confortáveis do mercado. Paguei para ver se era tudo isso mesmo e realmente é (abençoados sejam os desapegos, porque é um crime o quanto os ergos são caros no Brasil). 

Hoje a Lyanna já tem mais de um ano e anda para todo o lado, mas ainda é um bebê que ama colo. Mas já não gosta tanto de ficar presa na "casinha", agora é bem difícil ela pedir para ficar ali. Mas ainda temos nossos momentos de ficarmos grudadinhas. Faça chuva ou faça sol, eu sou aquela com um bebê pendurado. Que bom que nosso canguru aguenta 20kg. Tomara que eu aguente.

Se alguém quiser saber mais sobre carregadores, existem grupos ótimos no Facebook (como o Slingando, Babywearing Brasil e Mamaememima), além de ótimos sites sobre babywearing. Só dei a minha opinião de "amadora" aqui, mas eu realmente recomendo para as mamães e gravidinhas. É muito prático e ficar agarradinha nos nossos pimpolhos é gostoso demais. 

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